
| Festa rija nos Montes Altos |
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Na primeira aldeia do país a ter luz eléctrica, na senda, e com o objectivo de ir festejar, no Centro Social dos Montes Altos, as 66 primaveras do Zé Pedro, era já manhã alta, quando o grupo de ex-camaradas de armas e, respectivas mulheres, reuniu para descanso, aproveitando, na berma da estrada, as sombras originadas por um enorme chaparro,
Contudo, não estava nos objectivos do ora agrupamento a discussão desta problemática questão. Sobressaltava-nos, alvoraçava-nos, isso sim, a reacção do esperado regozijo em rever e abraçar um camarada que acerca de 42 anos não o avistávamos. Referimo-nos ao Joaquim Chaparro. Este camarada natural de Moura, já reformado há um ano da autarquia desta linda cidade, ainda solteiro, prometia vir a conferir, como veio a acontecer, uma enorme alegria a revê-lo. Mas também, diga-se, pela expectativa do contentamento que ia proporcionar o encontro entre o Chaparro e o Zé Pedro. Dois homens que tiveram idênticas tarefas profissionais e grandes amigos que, todos nós tivemos a oportunidade de verificar em Tite.
Finalmente chegámos. À nossa espera o Pedro, que nos recebeu, como sempre, de braços abertos. Criou-se alguma expectativa quando observamos o Quim Chaparro de lágrimas nos olhos a abraçar o Pedro. Numa primeira fase, o nosso guardador das vacas e da horta em Tite não conseguiu recordar imagem do seu companheiro. Todos, nervosamente, ajudavam o Pedro a recordar o seu companheiro. É o Chaparro Pedro! É o teu camarada na guarda das vacas, diz um. Conformado, dando as responsabilidades do esquecimento ao tempo passado, dizia outro. O Pedro olhava o companheiro emocionado há espera de respostas que tardou a acontecer. Mas dado o tempo ao tempo, tudo se recompôs como mais à frente iremos verificar.
O menu para a festança foi excelente; Gaspacho acompanhado de carapaus fritos, borrego estufado acompanhado com arroz branco, salada de tomate com cebola e orégãos. Vinho branco e tinto, sumos, fruta e arroz doce. Para assentar um cafezinho e quem quis ainda bebeu um dejestivozinho. O convívio com todos foi do melhor. Muitas palmas de agradecimento às cozinheiras e outros/as trabalhadores/as que tornaram possível este grande convívio.
Chegados os momentos solene, ofertamos ao Pedro uma placa comemorativa do seu aniversário e pequenos mimos: meias, uma ou outra camisa, um pijama, uma ou outra t-shirts, um boné e, um ou outro frasco de “cheira bem”. Pedimos discurso não foi conseguido por emocionado. Também ao Presidente da instituição, Sr. Diogo Sotero a oferta de uma placa de agradecimento. Um porta-chaves com o emblema do nosso Batalhão aos Srs. Mário e Hugo, responsáveis na vinda do Pedro para esta casa de solidariedade social. Mas é o filme apresentado que melhor espelha o que por palavras dificilmente seria conseguido. Carrega neste endereço duas vezes.
http://www.youtube.com/watch?v=hEXjx_9tQmk
O Centro Social dos Montes Altos, é uma Instituição Particular de Solidariedade Social sedeada na povoação de Montes Altos inserida no concelho de Mértola. Situa-se a 3 quilómetros da aldeia mineira aqui já referida, fincando à mesma distância a fronteira espanhola. Já foi referido no Blog, que o Pedro é natural da região do Algarve e, as razões da sua deslocação para esta instituição também. Nunca nos cansaremos de manifestarmos o nosso agradecimento à instituição, à direcção ao pessoal e em especial ao seu Presidente Sr., Diogo Sotero, o carinho e bem-estar que conferem com ao nosso amigo Pedro. É muito gratificante ouvir, sobre o Tio Zé, informações, justificadas pela razão de sermos considerados, pela instituição, os seus únicos “irmãos”. Viemos a saber que o Pedro embora tenha nascido a 29 de Junho, só foi registado 2 meses depois. Que o seu processo de reforma está concluído e detêm uma pequena poupança no banco. Concluindo que em termos de futuro a responsabilidade da instituição para com ele está assegurada. Bem hajam. "…Os que me conhecem sabem que a minha atitude ou vocação social não se iniciou há dez anos com a fundação do Centro Social dos Montes Altos. Sabem também que a trave mestra que tem conduzido o meu percurso de vida tem sido a solidariedade, a luta contra a pobreza e a exclusão, numa atitude permanente onde os mais frágeis ocupam um lugar especial no meu coração e constituem a minha principal preocupação. Falo dos idosos, dos deficientes, dos toxicodependentes, das crianças vítimas de maus tratos e de todas as minorias em geral. Entendo que o mundo é pertença de todos e todos cabemos nele: todos diferentes, todos iguais! E assim sendo tem de haver um sentido de responsabilidade colectiva. Ninguém se deve desresponsabilizar por aquilo que está mal ou por aquilo que acontece ao seu próximo. No meu mundo não cabe a hipocrisia, o aproveitamento ou a inveja estúpida de quem muito tem e nada reparte, de quem não faz, não sabe fazer, não quer fazer e critica tudo o que o outro faz" Diogo Sotero, In Prefácio Centro Social dos Montes Altos 10 Anos de Vida – Agosto/1993 – Agosto de 2003
![]() Oferta a Diogo Sotero Oferta a José Pedro Sousa
Retirado daqui: http://bart1914.blogspot.com/ |



